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Avast Safe Tech Report 2026


Como pessoas ao redor do mundo reagem a golpes digitais

Os golpes online continuam sendo uma grande ameaça de cibercrime global, causando prejuízos financeiros e emocionais às vítimas. A Avast entrevistou mais de 13.000 pessoas adultas em 12 países para entender melhor como elas encontram, vivenciam e reagem a golpes online. Esta edição do Avast Safe Tech Report explora as estatísticas mais recentes sobre golpes, as táticas comuns de fraude e como as experiências com golpes variam entre gerações e países. Esses padrões também são visíveis no Fearless Planet Index, uma visão em tempo real da atividade global de ciberameaças da Gen Threat Labs, que apoia a missão da empresa de construir um Fearless Planet.

Golpes ainda são uma ameaça digital séria e cara

Só nos últimos 12 meses, 25% dos adultos ao redor do mundo, nos 12 países pesquisados, relataram ter sido alvo de um golpe online, e desses, 50% caíram na armadilha. Para complementar essa estatística, também é comum que golpes direcionados tenham impacto financeiro: 60% dos adultos que foram vítimas de um golpe relataram ter sofrido impacto financeiro, com uma perda média de US$ 1.159 entre os que perderam dinheiro. O maior prejuízo registrado por um golpe online foi de US$ 80.000.

 Ilustração de uma pessoa segurando um smartphone com expressão preocupada, cercada por estatísticas em infográfico sobre golpes: 25% dos adultos foram alvos, 50% dos alvos caíram na armadilha, 60% das vítimas sofreram impacto financeiro, perda média de US$ 1.159,94.

A ampla conscientização sobre golpes ajuda as pessoas a evitá-los?

Os adultos não só estão cientes dos golpes, como também consomem ativamente conteúdo sobre eles. 86% dos adultos no mundo relataram assistir ou ouvir documentários, podcasts ou séries sobre golpes, e 57% dessas pessoas disseram que isso as deixou mais alertas em sua própria vida digital.


No entanto, apenas 53% das pessoas entrevistadas que consomem conteúdo relacionado a golpes disseram que isso as deixa mais desconfiadas de mensagens, ligações ou ofertas do que antes. E 19% das pessoas que consomem conteúdo relacionado a golpes admitiram que esse tipo de conteúdo não as faz mudar de comportamento, mesmo que passem a pensar mais sobre golpes.

Os tipos de golpes que mais estão enganando as pessoas

Os tipos de golpes que mais estão enganando as pessoas

Os golpes que as pessoas mais encontram nem sempre são os que funcionam. Por exemplo, o phishing clássico é um dos tipos de golpe mais comuns, mas não o que as pessoas mais relataram ter sofrido. Nosso estudo mostra que ele está entre os tipos de golpe mais encontrados e também é um dos tipos de ameaça que os produtos da Gen, incluindo o Avast One, bloqueiam com mais frequência, de acordo com o Fearless Planet Index.


No entanto, de acordo com os dados da nossa pesquisa, os golpes nos quais as pessoas mais caem incluem golpes de compras online (31% das vítimas de golpes), malvertising (17%), golpes de criptomoedas ou investimentos (14%), entrega de pacotes (13%), falsificação da identidade de um amigo ou familiar (12%) e invasão de contas ou mídia social (11%).

Como os golpes afetam cada geração de maneira diferente

Embora às vezes seja considerada a geração mais antenada em tecnologia, a Geração Z é a mais propensa a ser alvo de um golpe e cair nele. Aproximadamente um terço dos participantes da Geração Z relatou ter sido alvo de um golpe online nos últimos 12 meses e, entre os que foram visados, 61% caíram no golpe. Entre os Baby Boomers, apenas 17% relataram ter sido alvo de um golpe nos últimos 12 meses e, entre esses, 36% acabaram sendo vítimas.


A Geração Z também é a que tem mais chances de ser financeiramente impactada por um golpe. A pesquisa mostrou que 12% dos adultos da Geração Z em todo o mundo perderam dinheiro para um golpe nos últimos 12 meses, contra apenas 4% dos Baby Boomers.


Os tipos de golpe também variam por faixa etária. Os Baby Boomers foram mais visados pelo golpe da encomenda (33% vs. 20% da Geração Z) ou por um golpe de phishing (33% vs. 14% da Geração Z), enquanto os adultos da Geração Z se depararam com golpes de malvertising (29% vs. 11% dos Baby Boomers) e golpes de invasão de conta em mídia social (16% vs. 4% dos Baby Boomers).

Gen Z
Millennials
Baby Boomers
  • 33% da Geração Z relataram ter sido alvo de um golpe online nos últimos 12 meses.

  • 20% da Geração Z relataram ter sido vítimas de um golpe online nos últimos 12 meses.

  • 12% da Geração Z relataram ter perdido dinheiro em um golpe.

  • 23% da Geração Z afirmaram que provavelmente não contariam rapidamente a alguém próximo se perdessem dinheiro em um golpe online.

  • 28% dos Millennials relatam ter sido alvo de um golpe online nos últimos 12 meses.

  • 14% dos Millennials relataram ter sido vítimas de um golpe nos últimos 12 meses.

  • 9% dos Millennials relataram ter perdido dinheiro em um golpe.

  • 19% dos Millennials afirmaram que provavelmente não contariam rapidamente a alguém próximo se perdessem dinheiro em um golpe online.

  • 17% dos Baby Boomers relataram ter sido alvo de um golpe online nos últimos 12 meses.

  • 6% dos Baby Boomers relataram ter sido vítimas de um golpe online nos últimos 12 meses.

  • 4% dos Baby Boomers relataram ter perdido dinheiro em um golpe.

  • 10% de todos os Baby Boomers relataram que provavelmente não contariam rapidamente a alguém próximo se perdessem dinheiro em um golpe online.

As pessoas se preocupam com familiares idosos que podem cair em golpes

No geral, 90% dos adultos que entrevistamos disseram ter um ente querido mais velho cujos hábitos online conseguem avaliar. Desse grupo, 34% descreveram os hábitos de seus entes queridos mais velhos como arriscados, devido a comportamentos preocupantes como clicar em links suspeitos (63%), confiar em notícias falsas ou ofertas promocionais (59%) e atender chamadas de números desconhecidos e chamadas de spam (53%).


Entre as pessoas cujos familiares mais velhos foram vítimas de um golpe, isso aconteceu com mais frequência por ligação telefônica (46%), mídia social (31%) ou e-mail (30%). Apesar da crescente sofisticação dos golpes online, as ligações telefônicas continuam sendo uma das formas mais comuns pelas quais familiares mais velhos ficam vulneráveis a golpistas.

No entanto, existem formas simples e eficazes de prevenir fraudes e golpes contra idosos, desde que você saiba por onde começar. Por exemplo, 67% dos entrevistados (que têm familiares idosos) nos disseram que ter uma conversa simples ou tomar uma atitude com seus familiares idosos os ajudou a se manter longe de fraudes ou a evitar um golpe por completo.


68% dos adultos com familiares mais velhos dizem que algum deles já foi vítima de golpe, roubo de identidade ou fraude em algum momento. Entre os que têm parentes mais velhos, 24% relataram que seus entes queridos foram vítimas de golpes de compras, 18% de malvertising, 17% de fraude financeira, 13% de violações de dados e 12% de golpes de phishing.

Como as pessoas reagem a golpes

Quando o assunto é perder dinheiro em um golpe online, 68% das pessoas que consultamos disseram que contariam rapidamente a alguém próximo se fossem vítimas. Dito isso, quando as pessoas percebem que foram vítimas de um golpe, o comportamento da maioria acaba sendo o que mantém esses golpes ocultos.

    As pessoas estão preparadas para lidar com ciberameaças de IA?

    “O que vemos no panorama de ameaças reforça o que os consumidores estão nos dizendo aqui: identificar que algo foi criado com IA é apenas parte do desafio. Por meio do Fearless Planet Index, vemos como os golpes estão evoluindo no mundo real, e a IA está tornando a primeira impressão cada vez mais convincente. Mas, por trás disso, os invasores continuam usando os mesmos gatilhos psicológicos: urgência, confiança, medo e a promessa de algo bom demais para deixar passar. A tecnologia pode estar mudando, mas os comportamentos humanos que os golpistas exploram continuam notavelmente consistentes.”.

    – Michal Salat, Threat Intelligence Director da Gen Threat Labs

    Com cibercriminosos usando a IA para aplicar golpes cada vez mais convincentes e em larga escala, muitas pessoas já não confiam na própria capacidade de identificar conteúdo gerado por IA. Os resultados da nossa pesquisa indicam que apenas 56% dos adultos em todo o mundo confiam sua capacidade de distinguir algo genuíno de algo gerado ou manipulado de maneira convincente por IA. Esse número sobe para 68% entre pessoas da Geração Z em todo o mundo e cai para 43% entre os Baby Boomers. Nem todo conteúdo gerado por inteligência artificial é enganoso ou é um golpe. No entanto, ferramentas de inteligência artificial podem ajudar cibercriminosos a aplicar golpes convincentes em larga escala, sendo os golpes de investimento deepfake um exemplo notável.


    Aprender a diferenciar conteúdo manipulado por inteligência artificial, sem superestimar a própria capacidade de fazer isso, está se tornando uma habilidade essencial de cibersegurança. Outra prática recomendada é ter cuidado com o que você compartilha com ferramentas de IA, especialmente as que não foram verificadas. Nossa pesquisa mostra que 52% dos entrevistados globais compartilharam um documento pessoal com uma ferramenta de IA, ou pelo menos consideraram fazer isso, 20% compartilharam ou consideraram compartilhar um currículo, e 20% um documento de trabalho.

    Onde as pessoas têm mais chances de cair em um golpe?

    Pessoas adultas de países da América Latina foram vítimas de golpes em uma taxa maior do que os demais países pesquisados. Colômbia (28%), México (22%), Chile (20%) e Brasil (18%) estão bem acima da média global de 13%. Descobrimos que o Japão (5%), o Reino Unido (6%) e a Nova Zelândia (6%) têm o menor percentual de pessoas que caíram em golpes.

    Mapa-múndi destacando países com porcentagens que mostram onde as pessoas têm mais chances de cair em um golpe.

    O cenário global de golpes em 12 países

    Golpes não funcionam da mesma forma em todo lugar. Saiba mais sobre o cenário de golpes digitais nos 12 mercados do nosso estudo.

    • Nos EUA, os golpes românticos atingiram 16% dos adultos que foram alvos, o dobro da taxa global de 8%.

    • Entre os adultos que foram alvo de um golpe nos EUA, 28% se depararam com uma fatura falsa e 21% com uma cobrança de pedágio não pago, em comparação aos 18% e 12% em todo o mundo.

    • 69% dos americanos acreditam que conseguiriam identificar conteúdo gerado ou manipulado por IA.

    EUA


    Pouco mais de um em cada quatro adultos nos EUA (26%) se deparou com um golpe online no último ano, e 12% de todos os entrevistados americanos caíram em um golpe. Entre os americanos que foram alvo, os golpes de faturas falsas, pedágios não pagos, invasões de conta e golpes românticos ficaram bem acima dos níveis globais.


    Os americanos têm uma confiança relativamente alta na capacidade de identificar conteúdo fabricado: 69% afirmam conseguir identificar conteúdo gerado por IA (em comparação aos 56% em escala global). Eles também são sinceros sobre sua própria falta de habilidade para identificar golpes em geral. 23% admitem que qualquer sinal de alerta comum de golpista poderia, de fato, enganá-los. Entre adultos nos EUA que sofreram impacto financeiro, a perda média relatada foi de US$ 3.189.

    • Apenas 6% dos adultos do Reino Unido dizem ter caído em um golpe no ano passado, menos da metade da taxa global de 13%.

    • O phishing é um golpe muito comum no Reino Unido, atingindo 33% dos adultos britânicos visados, em comparação aos 19% globais.

    • 78% dos britânicos contariam imediatamente a alguém próximo se perdessem dinheiro em um golpe, o que os torna um dos grupos mais abertos em nosso estudo.

    Reino Unido


    Os consumidores britânicos são abordados por golpistas com a mesma frequência que em outros lugares, mas caem muito menos nas armadilhas. Cerca de um quarto dos adultos britânicos (23%) se deparou com um golpe no ano passado, mas apenas 6% caiu em um, e somente 5% perdeu dinheiro. Phishing (33%) e golpe da encomenda (34%) são os tipos mais frequentes no Reino Unido, mas golpes de compras online são os que mais fizeram vítimas no país (28%).


    Após um golpe, 78% disseram que contariam rapidamente a alguém próximo se perdessem dinheiro em um golpe, um número bem maior do que os 68% globais que disseram o mesmo. Os entrevistados do Reino Unido também parecem relativamente despreocupados com a possibilidade de a IA os enganar: 70% estão confiantes de que conseguem distinguir conteúdo genuíno de algo gerado por IA, em comparação aos 56% em todo o mundo. No entanto, 45% dos britânicos já compartilharam, ou consideraram compartilhar, documentos pessoais ou de trabalho com um chatbot.

    • Quase todas as pessoas no Brasil que foram abordadas por um golpista caíram no golpe: 88% dos adultos que foram alvo de golpes caíram neles, frente aos 50% em todo o mundo.

    • Golpes em compras online atingiram 45% dos brasileiros visados, uma das maiores proporções entre os 12 mercados.

    • 44% dos brasileiros que têm um parente idoso vítima de golpe dizem que o golpe foi por WhatsApp, em comparação aos 24% em todo o mundo.

    Brasil


    O Brasil apresenta a maior diferença do mundo entre identificar um golpe e ser vítima dele. Apenas 20% dos adultos se depararam com um golpe no ano passado, abaixo da média global, mas 88% dos que se depararam com um golpe acabaram sendo vítimas dele, a maior taxa do estudo. Como resultado, 18% de todas as pessoas entrevistadas no Brasil foram vítimas de golpes e 13% sofreram impacto financeiro.


    A conscientização sobre golpes não é o problema: 94% dos adultos dizem acompanhar documentários, podcasts ou séries sobre golpes, e 86% daqueles com parentes idosos afirmam que uma conversa ajudou alguns deles a evitar um golpe. Ambos os números estão bem acima dos níveis globais. O WhatsApp é um dos principais vetores de golpe relatados no Brasil: 44% dos brasileiros com parentes idosos que sofreram golpes apontam o WhatsApp como meio, em comparação aos 24% observados mundialmente.

    • 28% dos adultos colombianos caíram em um golpe no ano passado e 17% perderam dinheiro. O que corresponde aos índices mais altos de todos os mercados nas duas categorias.

    • A publicidade maliciosa atingiu 49% dos colombianos visados, o dobro da taxa global de 25%.

    • 63% dos colombianos que viram algo sobre golpes na mídia usaram isso para iniciar uma conversa com alguém querido, um dos índices mais altos entre todos os mercados.

    Colômbia


    Os golpes online afetam a Colômbia mais do que qualquer outro mercado no estudo. Mais da metade dos adultos se deparou com um golpe no ano passado, 28% caíram em um golpe e 17% perderam dinheiro. A publicidade maliciosa é um canal determinante, atingindo quase metade de todas as pessoas que foram alvo de golpes.


    Os colombianos falam muito sobre golpes: 96% já viram ou ouviram algo sobre eles, 63% desse grupo transformou isso em uma conversa e 54% denunciaria um golpe às autoridades.

    • 88% dos adultos chilenos com parentes idosos dizem que algo que disseram ou fizeram ajudou algum familiar a evitar um golpe, um dos índices mais altos do estudo, em comparação aos 67% em escala global.

    • 75% recorreria à família após sofrer um golpe e apenas 1% não contaria a ninguém.

    • A publicidade maliciosa atingiu 39% dos chilenos visados, em comparação aos 25% em escala global.

    Chile


    O Chile combina alta exposição a golpes com uma resposta sólida internamente: 44% dos adultos se depararam com um golpe no último ano, e 20% foram vítimas de um golpe. Publicidade maliciosa (39%) e golpes em compras online (35%) são as duas maiores ameaças.


    97% dos chilenos já ouviram falar sobre golpes nas notícias, nas redes sociais ou em outras mídias, um dos índices mais altos entre todos os mercados. Ao sofrer um golpe, 75% dos chilenos ligariam primeiro para alguém da família e apenas 1% não contaria a ninguém.

    • Apenas 15% dos adultos franceses disseram ter se deparado com um golpe no ano passado, uma das taxas mais baixas do estudo.

    • O e-mail é o principal vetor na França: 48% dos consumidores franceses cujo familiar idoso sofreu um golpe dizem que ele chegou dessa forma.

    • 51% dos adultos franceses excluem mensagens suspeitas sem mencionar isso a ninguém, um dos índices mais altos entre todos os mercados.

    França


    Pessoas na França são menos abordadas do que em quase qualquer outro lugar, mas são vítimas com mais frequência quando isso acontece. Apenas 15% dos adultos se depararam com um golpe no ano passado, mas 69% deles caíram na armadilha. Como resultado, 10% de todos os adultos franceses foram vítimas de golpes. A confiança em identificar conteúdo gerado por IA também é baixa: apenas 45% acreditam que conseguiriam, em comparação aos 56% globais.


    Os golpes não parecem ser uma parte proeminente do discurso público na França. O número de adultos na França que viram ou ouviram falar sobre golpes é menor do que em qualquer outro lugar, e uma quarta parte de quem teve contato com esse conteúdo diz que separa deliberadamente esse assunto da vida real.


    No entanto, os franceses são honestos sobre seus próprios riscos: 27% admitem que um sinal de alerta comum de um golpe poderia pegá-los desprevenidos, tornando os franceses um dos mais sinceros entre os 12 mercados.

    • Apenas 11% dos adultos alemães foram abordados por um golpe no ano passado, uma das menores exposições entre os 12 mercados, frente aos 25% em todo o mundo.

    • 14% dos entrevistados alemães compartilharam ou consideraram compartilhar capturas de tela de mensagens privadas ou e-mails com uma ferramenta de IA e 12% compartilharam ou consideraram compartilhar um currículo.

    • 47% avisariam um amigo depois de cair em um golpe.

    Alemanha


    Apesar de 85% dos adultos alemães já terem visto ou ouvido algo sobre golpes, a Alemanha registra uma das menores exposições a golpes no nosso estudo, e isso se aplica a quase todos os tipos de golpe.


    A cautela define a relação dos alemães com o mundo digital: apenas 40% confiam na própria capacidade de identificar conteúdo gerado por IA e 61% nunca compartilharam nem consideraram compartilhar um documento pessoal ou de trabalho com uma ferramenta de IA. Quando são vítimas de golpes, os alemães tendem a buscar apoio externo mais do que a maioria: 47% contariam a um amigo, um dos índices mais altos de todos. 65% contariam para a família.

    • 40% dos adultos australianos que foram alvo de golpes receberam uma tentativa de phishing, uma das maiores proporções entre os 12 mercados, em comparação aos 19% globais.

    • Golpes de suporte técnico atingiram 28% dos alvos, também entre os mais altos do estudo.

    • 77% dos australianos contariam imediatamente a alguém próximo após perder dinheiro.

    Austrália


    Golpes de phishing, suporte técnico e pedágio não pago atingem australianos a taxas bem acima da média global. No entanto, apenas 35% das pessoas que se depararam com um golpe caíram nele, deixando 7% de todos os adultos como vítimas e 5% com impacto financeiro.


    Os australianos demonstram confiança consistente: 68% acreditam na própria capacidade de identificar conteúdo gerado por IA e 77% dizem que contariam imediatamente a alguém próximo após sofrer uma perda.


    Australianos mais velhos são os mais afetados por ataques de phishing: 61% dos Baby Boomers visados presenciaram uma tentativa de phishing, em comparação aos 40% do total de australianos visados.

    • 84% dos mexicanos com parentes idosos dizem que um deles já sofreu um golpe, uma das maiores taxas entre os 12 mercados.

    • 31% dos mexicanos com um parente idoso dizem que esse familiar caiu em um golpe de chantagem ou extorsão, quase três vezes a taxa global de 11%.

    • 60% dos mexicanos com parentes idosos que sofreram golpes dizem que eles ocorreram por ligação telefônica.

    México


    Os golpes afetam profundamente as famílias mexicanas. Entre os mexicanos que têm parentes idosos, 84% dizem que um desses familiares já sofreu um golpe em algum momento, em comparação aos 68% globais. 39% dizem que eles mesmos já se depararam com um golpe. No total, 22% de todos os mexicanos caíram em algum golpe e 11% perderam dinheiro. A extorsão é uma marca característica de golpes locais, e o telefone ainda é o principal canal.


    O mercado está saturado de conteúdo sobre golpes: 95% dos mexicanos assistem ou ouvem documentários, podcasts ou séries sobre golpes. No entanto, 17% dizem que parece mais entretenimento do que vida real.

    • Apenas 3% dos adultos da Nova Zelândia perderam dinheiro em golpes no ano passado, um dos índices mais baixos entre os 12 mercados analisados, ao lado do Japão.

    • 30% dos jovens da Geração Z na Nova Zelândia sofreram uma tentativa de invasão de conta.

    • 79% dos neozelandeses acompanham documentários, podcasts ou séries sobre golpes, um dos menores índices de engajamento entre os 12 mercados.

    Nova Zelândia


    A Nova Zelândia tem uma das menores incidências de golpes no estudo. Apenas 20% dos adultos dizem ter se deparado com um golpe no último ano, e 30% foram vítimas, o que significa que 6% de todos os adultos neozelandeses caíram em um golpe. Golpes de compras online e de criptomoedas são os dois que mais enganaram os neozelandeses (27% e 16% dos que caíram em um golpe, respectivamente).


    Os neozelandeses estão entre os que menos consomem mídia relacionada a golpes, mas são também os que têm mais clareza sobre seus próprios pontos fracos: 24% admitem que um sinal de alerta de golpe pode pegá-los desprevenidos. Apenas 53% dizem que um familiar idoso já foi vítima de golpe, em comparação aos 68% em todo o mundo.

    • 46% dos adultos tchecos com um parente idoso descrevem os hábitos online dessa pessoa como arriscados, tornando esse país um dos mercados com maior proporção nesse quesito.

    • Fraudes com criptomoedas e investimentos atingiram 30% dos adultos tchecos que se depararam com golpes.

    • 29% dos tchecos preferem investigar uma mensagem suspeita por conta própria em vez de pedir ajuda a outra pessoa.

    República Tcheca


    Os adultos tchecos se preocupam muito com a vida digital de seus parentes idosos: entre aqueles com um familiar idoso, 46% consideram seus hábitos online arriscados, uma das maiores proporções registradas, e 76% dizem que um familiar idoso já sofreu um golpe em algum momento, em comparação aos 68% em todo o mundo. 36% dos tchecos com um parente idoso dizem que esse familiar caiu em um golpe de compras.


    Os tchecos preferem lidar com golpes por conta própria: 29% optam por investigar uma mensagem suspeita sozinhos, sem pedir ajuda a ninguém, empatando com o Japão no topo da lista. Apenas 36% denunciariam um golpe às autoridades.

    • Apenas 21% dos adultos japoneses acreditam que conseguiriam identificar conteúdo gerado ou manipulado por IA, menos da metade da média global de 56%.

    • 15% dos entrevistados japoneses não contariam para ninguém após sofrer um golpe, o maior índice do estudo.

    • Golpes de pedágio não pago atingiram 42% dos adultos japoneses alvos de golpes, frente aos 12% globais.

    Japão


    O Japão é o caso mais atípico do estudo. Tem uma das menores taxas de vítimas de golpes dos 12 mercados, com 5% dos adultos, e a menor confiança em identificar conteúdo gerado ou manipulado por inteligência artificial, com apenas 21%.


    A questão de fundo é o silêncio. Apenas 32% dos adultos japoneses dizem que uma conversa ajudou um familiar idoso a evitar um golpe, em comparação aos 67% globais. Apenas metade contaria rapidamente a alguém próximo após perder dinheiro em um golpe, o menor índice de todos, enquanto 15% não contariam a ninguém se fossem vítimas, e 27% recorreriam às autoridades.

    Metodologia
    Este relatório é baseado em uma pesquisa online encomendada pela Avast e realizada em 2026. O estudo global foi realizado em 12 mercados (Estados Unidos, Reino Unido, Brasil, Colômbia, Chile, França, Alemanha, Austrália, Nova Zelândia, República Tcheca, Japão e México) de 22 de maio a 19 de junho de 2026, com 13.003 adultos com 18 anos ou mais. Havia cerca de 1.000 adultos por mercado, exceto no Reino Unido, cujos 2.001 respondentes foram ponderados para que todos os mercados tivessem o mesmo peso. Os dados do estudo foram ponderados por idade, gênero e região para serem representativos em nível nacional.

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