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O que é Dark Web e como acessá-la?

Os sites que você visita todos os dias são apenas uma fração da Internet. Além deles, está a dark web. Apesar da reputação misteriosa, a dark web é real e, em grande parte, legal. Descubra como ela é e como entrar nela. A seguir, use um software de monitoramento de violação de dados para ajudar a descobrir se seus dados pessoais foram expostos na dark web.

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Atualizado em março 31, 2026
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    O que é a dark web?

    Dark web é o conteúdo da Internet intencionalmente oculto e que precisa de um software especial, como o Tor Browser, para ser acessado. A dark web é um subconjunto da deep web, que inclui todo o conteúdo da Internet que não é indexado pelos mecanismos de pesquisa.

    Devido à sua natureza secreta, a dark web às vezes é chamada de “web negra” ou “Internet clandestina”. No entanto, esses rótulos tendem a exagerar sua reputação e simplificar demais como ela é usada.

    A dark web foi criada para garantir o anonimato, criptografando comunicações e roteando o tráfego por vários servidores. Embora seja frequentemente associada a atividades criminosas, essa visão é incompleta. Em essência, a darknet é simplesmente uma camada da Internet focada em privacidade, que pode ser usada tanto para fins lícitos quanto ilícitos.

    Ao contrário dos navegadores padrão, o Tor usa roteamento onion, um método de navegação privada que criptografa e retransmite o tráfego por vários nós ao redor do mundo para ocultar seu endereço IP. Os sites hospedados na rede Tor usam o domínio “.onion”, que significa cebola em inglês, em vez de domínios convencionais como “.com”, refletindo as várias camadas de criptografia que definem a rede.

    A web representada como um iceberg com a surface web acima da água e a deep web e dark web abaixo.

    Surface web, deep web e dark web

    A surface web é a parte relativamente pequena e acessível ao público da Internet indexada por mecanismos de pesquisa. Qualquer pessoa pode encontrá-la e acessá-la usando navegadores comuns como Chrome, Safari ou Firefox. Inclui sites de notícias, feeds de mídia social, lojas online e outras páginas disponíveis publicamente.

    A deep web é composta por conteúdo não indexado por mecanismos de pesquisa e exige algum tipo de controle de acesso, como logins, acessos pagos ou autenticação. Grande parte da Internet que você usa se enquadra nessa categoria, incluindo a caixa de entrada de e-mail, banco online, contas privadas e serviços de assinatura.

    A dark web é uma pequena parte da deep web, mas se diferencia pela forma como é acessada. Ela funciona em darknets, redes sobrepostas que exigem ferramentas especializadas como o Tor (The Onion Router). Essas redes são desenvolvidas para ocultar a identidade do usuário e a localização do site, permitindo comunicação e hospedagem anônimas.

    Qual é o tamanho da dark web?

    Apesar de sua reputação, a dark web é uma parte muito pequena da Internet. Estima-se que representa cerca de 0,01%, de acordo com a DeepStrike. Ela também é altamente dinâmica: sites aparecem e desaparecem com frequência, fazendo o ecossistema parecer ainda menor e mais transitório.

    O uso é relativamente limitado. O Tor Project registrou uma média de mais de 1,6 milhão de usuários do serviço de retransmissão do Tor em novembro de 2025, número comparável à população de uma grande cidade como Phoenix, no Arizona. Esse número não inclui usuários que se conectam por meio de pontes, que são comumente usadas em regiões com acesso restrito. Por exemplo, mais de 79.000 usuários na Rússia se conectaram ao Tor por meio de pontes no mesmo período.

    O inglês domina a dark web. De acordo com uma estimativa da SOSintel, cerca de 99% do conteúdo dela está em inglês, o que reflete sua base de usuários e alcance principais.

    Como é a dark web?

    A dark web não tem um estilo visual único, mas tem uma atmosfera bem característica. Muitos sites são versões rudimentares do que você esperaria encontrar na surface web, ou seja, são funcionais, mas sem refinamento e inconsistentes. Costumam parecer desatualizados ou simplificados, já que velocidade, simplicidade e navegação anônima têm prioridade sobre o design.

    Dito isso, os espelhos do Tor (versões na dark web de sites da surface web) podem parecer quase idênticos aos seus equivalentes padrão. Grandes veículos de comunicação como a BBC e o The New York Times, por exemplo, oferecem o mesmo conteúdo pela rede Tor e pela web convencional.

    De modo geral, o que define a dark web não é sua aparência, mas seu comportamento. É intencionalmente oculta e muitas vezes difícil de navegar. Muitos sites não oficiais ou gerados por usuários têm muito texto e são minimalistas, demoram para ser carregados, possuem links quebrados e a navegação é pouco confiável.

    O que há na dark web?

    Os marketplaces e sites da dark web hospedam uma mistura de produtos, serviços e conteúdos lícitos e ilícitos. Seu foco em anonimato atrai tanto usuários preocupados com privacidade quanto pessoas envolvidas em atividades criminosas. Veja um resumo do que você pode encontrar:

    • Mercados da darknet e comércio ilegal: é possível comprar e vender drogas ilegais, malware e conteúdo proibido em marketplaces da darknet. Alguns sites de comércio da dark web vendem produtos químicos perigosos, armas ou até serviços de assassinato por encomenda.

    • Serviços de invasão e cibercrime: alguns hackers oferecem ransomware como serviço (RaaS), em que cibercriminosos podem “alugar” uma variante de ransomware do criador. Outros vendem explorações de software que outros cibercriminosos podem usar para infectar vítimas com malware, roubar dados pessoais ou lançar Negação distribuída de serviço (DDoS).

    • Credenciais e dados roubados: seja em um ataque de doxing ou em sites envolvidos em financiamento e fraude, suas informações (credenciais e senhas, dados financeiros e outras informações pessoais roubadas) podem estar na dark web se foram expostas em uma violação de dados, vendidas por data brokers ou roubadas por hackers.

    • Conteúdo relacionado a terrorismo: de acordo com um estudo publicado na Jambura Law Review em 2025, a dark web funciona como um fórum “quase perfeito” para propaganda terrorista, informações de orientação e financiamento (muitas vezes por meio de Bitcoin ou outras criptomoedas).

    • Boatos e conteúdo não verificado: isso inclui conteúdo amplamente reconhecido como fictício ou golpe. Notícias falsas e teorias conspiratórias também proliferam na dark web.

    • Plataformas de denúncia e jornalismo: a dark web serve como uma plataforma segura para denunciantes, jornalistas e ativistas compartilharem informações de modo confidencial e vazarem documentos de maneira segura.

    Uma lista de compras de alguns bens e serviços ilícitos disponíveis na dark web, incluindo preços.

    Veja aqui vários itens ilegais que podem ser comprados (e os preços), uma cortesia da DeepStrike em sua lista de preços dos dados na dark web de 2025.


    Tipos de informações pessoais normalmente encontradas na dark web Preço na dark web
    Cartão de crédito clonado ou roubado (limite de crédito acima de US$ 5.000,00) US$ 10,00–US$ 40,00
    Login bancário roubado (saldos bancários variam) US$ 200,00–US$ 1.000,00
    Conta do Coinbase invadida (verificada) US$ 120,00–US$ 250,00
    Conta do Facebook invadida US$ 45,00–US$ 50,00
    Passaporte americano digitalizado US$ 100,00
    Assinatura de malware infostealer Cerca de US$ 1.000,00

    Como acessar a dark web

    A maneira mais rápida de acessar a dark web é baixar e instalar o Tor Browser, que permite acessar a dark web direcionando seu tráfego pela rede Tor Basta abrir o Tor, digitar qualquer link .onion que queira visitar e começar a explorar.

    Veja formas alternativas de acessar a dark web por meio de navegadores, mecanismos de pesquisa e sites.

    1. Obtenha um navegador da dark web

    O Tor é o navegador padrão da dark web mais conhecido e recomendado, mas não é a única opção disponível. Veja alguns dos navegadores da dark web mais conhecidos:

    • Tor Browser: este navegador direciona e criptografa seu tráfego pela rede Tor para que você possa acessar a darknet. À medida que seu tráfego passa pela rede Tor, ele pula por pelo menos três pontos de retransmissão, conhecidos como nós.

    • Invisible Internet Project (I2P): usado para acessar a rede I2P (uma alternativa ao Tor), que hospeda seus próprios serviços ocultos em vez de sites .onion.

    • Brave (com Janela Privada com Tor): permite acesso limitado a sites Tor sem precisar abrir o Tor Browser completo, mas com menos proteções do anonimato.

    • Hyphanet (anteriormente Freenet): uma plataforma descentralizada e resistente à censura para publicações e comunicações anônimas, que opera como uma rede peer-to-peer em vez de um navegador tradicional.

    • Firefox: pode ser configurado manualmente para acessar a rede Tor ou outras redes da dark web via configurações de proxy, mas não conta com as proteções integradas de anonimato e antirrastreamento online do Tor Browser.

    • Waterfox: um navegador baseado no Firefox com privacidade aprimorada e proteção contra rastreamento, mas que ainda exige configuração manual e não oferece o nível de segurança do Tor por padrão.

    Alguns sistemas operacionais até usam o Tor Browser como navegador de Internet padrão, incluindo:

    • Subgraph OS: um sistema operacional Linux focado em privacidade, desenvolvido para minimizar superfícies de ataque ao usar o Tor por padrão.

    • Whonix: um sistema operacional focado em segurança que direciona todo o tráfego pelo Tor, normalmente executado em uma máquina virtual.

    • Tails OS: um sistema operacional ativo que força todas as conexões à Internet pelo Tor e não deixa rastros no computador hospedeiro.

    Considere usar Tor-over-VPN

    O Tor compartilha alguns recursos de privacidade com VPNs e servidores proxy, mas não deixa sua atividade na dark web completamente invisível. Seu provedor de serviços da Internet (ISP) ainda consegue ver que você está se conectando à rede Tor. E, embora o Tor mascare seu endereço IP dos sites que visita, sua identidade ainda pode ser exposta se o navegador estiver mal configurado ou sofrer uma exploração.

    Para navegar com mais segurança na dark web, alguns usuários combinam o Tor com uma VPN, uma abordagem conhecida como Tor-over-VPN. Essa abordagem adiciona uma camada de proteção ao criptografar seu tráfego antes que ele chegue à rede Tor. Também pode impedir que seu provedor de serviços da Internet ou rede local veja que você está usando o Tor, o que pode ser importante em regiões onde o uso do Tor é monitorado ou restrito.

    Imagem mostrando a proteção oferecida por uma VPN e pelo Tor. Uma VPN oferece conexões criptografadas entre você e os sites visitados no Tor, sem que ninguém possa ver o que está acontecendo.

    Para mais segurança antes de acessar a dark web, instale um software de segurança robusto para ajudar a manter seu dispositivo protegido caso você clique acidentalmente em algo que possa colocar seu dispositivo e dados em risco.

    Veja como acessar a dark web usando o Tor Browser com uma VPN:

    1. Conecte-se a uma VPN confiável e segura. Baixe e instale uma VPN confiável como o Avast SecureLine VPN. Configure a VPN acessando ou ativando sua assinatura. Selecione a localização de um servidor, depois clique em Conectar para criptografar o tráfego de Internet e ocultar seu IP.

    2. Baixe e instale o Tor Browser.
      Baixe o Tor Browser no site oficial do Tor Project (ou baixe o Onion Browser no iOS). Siga as instruções na tela do seu sistema operacional.

      Observe que no Windows, macOS ou Linux, pode ser necessário adicionar o app manualmente como exceção no seu firewall. Não confie em sites não oficiais que promovem o Tor, pois podem ser versões falsas que contém malware

    3. Conecte-se e navegue na dark web com o Tor Browser.

      Abra o Tor Browser (ou o Onion Browser no iPhone) e clique em Conectar.

    Página inicial do Tor no Windows.Depois de se conectar à VPN e ao Tor Browser, você pode acessar a dark web usando uma conexão segura. No entanto, como a darknet não é regulamentada, nunca visite sites da dark web sem antes confirmar a autenticidade.

    2. Escolha um mecanismo de pesquisa da dark web

    Depois de se conectar a um navegador da dark web, você pode usar mecanismos de pesquisa da dark web para encontrar sites, de modo semelhante a como faz normalmente no Google, Bing ou DuckDuckGo. Os mecanismos tradicionais da surface web não conseguem acessar a darknet.

    Confira alguns dos melhores mecanismos de pesquisa da dark web de 2026 que podem ajudar você a encontrar o que está procurando:

    • DuckDuckGo: uma versão .onion do DuckDuckGo, que já é conhecido como um mecanismo de pesquisa da surface web focado em privacidade e está disponível na dark web.

    • Not Evil: um mecanismo de pesquisa da dark web simples e minimalista que prioriza o anonimato e evita rastreamento. Apresenta uma variedade de sites .onion, o que o torna uma das ferramentas de pesquisa específicas para o Tor mais confiáveis.

    • Torch: um dos mecanismos de pesquisa da dark web mais antigos, conhecido por seu extenso índice de sites .onion. É rápido e simples, mas não tem recursos avançados de filtragem. O Torch é amplamente conhecido por não ter nenhum tipo de censura e não é recomendado para iniciantes na dark web de acordo com usuários da dark web no r/onions, um subreddit focado no Tor. Use o Torch com muito cuidado.

    • Haystack: focado em privacidade e segurança, lista sites da dark web e tenta filtrar golpes e páginas maliciosas. Foi desenvolvido para navegar com mais segurança pelo conteúdo do Tor.

    • Ahmia: fornece um índice de sites .onion e remove conteúdo ilegal dos resultados da pesquisa. O Ahmia também permite que usuários façam pesquisas na dark web por meio de uma interface limpa da surface web, destacando sites seguros e legais.

    Além disso, você pode usar fóruns como o Reddit para encontrar sites confiáveis da dark web. O subreddit r/deepweb é um bom ponto de partida se você quiser perguntar a usuários mais experientes sobre como navegar na dark web com segurança.

    3. Navegue em sites da dark web

    Se você conhece o site que quer visitar, pode ir diretamente até ele. No entanto, as URLs da maioria dos sites da dark web são sequências de letras e números aparentemente aleatórios, nada parecidas com os endereços fáceis de lembrar da surface web.

    Você pode usar a Hidden Wiki na surface web para explorar um amplo conjunto de links de sites da dark web. Basta copiar e colar os links que você quer visitar no seu navegador da dark web depois de se conectar à VPN e à rede Tor.

    Estes são alguns tipos de sites que você pode encontrar na dark web:

    • Arquivos de pesquisa com acesso pago: para acessar artigos e periódicos científicos sem assinaturas.

    • Sites de notícias: versões .onion seguras de meios de comunicação, como BBC News ou The New York Times, permitem que usuários leiam anonimamente, evitando censura ou rastreamento.

    • Plataformas de mídia social: sites como a versão .onion do Facebook permitem navegação e comunicação privadas.

    • Plataformas de compartilhamento de arquivos: redes peer-to-peer para compartilhar arquivos anonimamente.

    • Portais de denúncia: serviços como o SecureDrop permitem que denunciantes compartilhem informações confidenciais com jornalistas de maneira segura.

    • Sites de torrent: para baixar arquivos de mídia de modo anônimo, como filmes, músicas e séries, sejam legais ou não.

    • Diretórios e wikis da dark web: ferramentas que ajudam usuários a encontrar sites .onion ativos, organizando links em categorias como marketplaces, fóruns e serviços. Diretórios como Hidden Wiki, DeepWebLinks, OnionDir e Fresh Onions são atualizados com frequência para remover links inativos e indicar possíveis golpes.

    • Carteiras de criptomoedas e serviços de pagamento: permitem fazer transações com criptomoedas de maneira segura e anônima.

    • Hospedagem de conteúdo ilegal: sites que hospedam conteúdo ilícito ou perturbador, frequentemente vinculados a atividades criminosas. Este conteúdo pode trazer sérios riscos legais e de segurança. Evite clicar em links desconhecidos na dark web para reduzir as chances de se deparar com esses sites.

    • Marketplaces da darknet: plataformas para comprar ou vender produtos ilegais como drogas, documentos falsificados ou ferramentas de invasão. Algumas, como a extinta Silk Road, ficaram famosas por facilitar transações anônimas em grande escala antes de serem encerradas pelas autoridades.

    A dark web é ilegal?

    A dark web em si não é ilegal na maioria dos países, incluindo os EUA e o Reino Unido. No entanto, alguns governos restringem ativamente ou bloqueiam o acesso à rede Tor. De acordo com uma publicação de 2025 no Fórum do Tor Project, os países onde o uso do Tor é muito restrito ou efetivamente proibido são: Rússia, Coreia do Norte, China, Bielorrússia e Irã.

    Mas a legalidade da dark web também depende de como ela é usada. Praticar atividades criminosas na dark web ainda é ilegal, independentemente da plataforma.

    Veja alguns dos cibercrimes ilegais praticados na dark web:

    Se você usa o Tor para acessar a dark web ou desbloquear sites de maneira legal, conecte-se a uma VPN para ter mais segurança. Como a dark web está associada a atividades ilícitas, seu uso do Tor pode ser rastreado pelo provedor de internet e atrair uma análise indesejada do seu comportamento de navegação.

    Para que a dark web é usada?

    A dark web é usada principalmente para navegação e comunicação anônimas. Seu design focado em privacidade permite que usuários acessem e compartilhem informações sem revelar facilmente sua identidade.

    Embora esse anonimato aprimorado seja frequentemente associado a atividades ilegais, ele também serve a propósitos legítimos. Jornalistas, ativistas e denunciantes, por exemplo, usam a dark web para se comunicar com segurança, proteger fontes e contornar a censura.

    Veja alguns usos da dark web:

    • Compras ilegais: compra e venda de drogas, malware, armas, produtos químicos perigosos e conteúdo proibido.

    • Vendas de exploração e ransomware como serviço (RaaS): venda de vulnerabilidades de software e kits de malware usados para infectar dispositivos e roubar dados.

    • Comercialização de dados roubados: venda de contas de e-mail hackeadas, perfis de mídia social e informações de identidade.

    • Denúncias e evitar a censura governamental: participar de denúncias legais e anônimas e ativismo. Por exemplo, a Wired relatou que o Tor foi usado para acessar notícias sem censura durante a escalada da guerra na Ucrânia, ajudando usuários a evitar a censura governamental.

    Imagem mostrando a figura de uma pessoa sinistra cercada por itens ilegais, como uma identidade falsa, um órgão, uma arma, um produto químico, uma seringa, alguns cartões de crédito e um vírus.

    Os marketplaces da dark web oferecem uma variedade de produtos ilegais para venda.

    Se suas informações forem encontradas em uma violação de dados ou você achar que foram vazadas na dark web, troque suas senhas e fique de olho em atividades suspeitas nos seus relatórios de crédito para ajudar a prevenir e resolver o roubo de identidade. Quando suas informações são encontradas lá, é quase impossível removê-las, mas você pode ajudar a minimizar as consequências.

    Baixe o Avast BreachGuard para realizar verificações regulares na dark web. Ao monitorar marketplaces conhecidos da dark web, o Avast BreachGuard alertará se e quando seus dados forem encontrados. Dessa forma, você pode mudar suas senhas e proteger suas contas o antes possível para ajudar a impedir que golpistas usem seus dados contra você. Experimente hoje mesmo.

    A dark web é perigosa?

    A dark web pode ser, sem dúvida, perigosa, e sem regras de segurança centralizadas, é um lugar mais arriscado para navegar do que a surface web. Além disso, ela dificulta distinguir sites seguros de sites suspeitos se você não souber o que está fazendo.

    Quem acessa regularmente a dark web sabe que é possível explorar a reputação ruim do espaço e dos serviços oferecidos. Há alguns marketplaces da dark web que oferecem avaliações de usuários, mas nem todos. A falta de regulamentação por parte das autoridades externas facilita que cibercriminosos apliquem golpes.

    Histórias da dark web

    A dark web continua sendo usada para atividades criminosas, incluindo tráfico de drogas, exploração e crimes financeiros, o que leva as autoridades a intensificarem os esforços para identificar e desmantelar redes ilícitas.

    Confira alguns incidentes notáveis na dark web envolvendo grandes investigações e ações de fiscalização:

    • Encerramento do Archetyp Market: em junho de 2025, um importante marketplace de drogas na dark web que permitia a venda de fentanil e outros opioides sintéticos potentes foi desmantelado, cortando um canal de distribuição significativo.

    • Repressão global aos mercados de drogas na darknet (Operação SpecTor): em 2023, as autoridades policiais dos EUA e internacionais apreenderam milhões em dinheiro e criptomoedas, quase 860 quilos de drogas ilícitas (incluindo fentanil e outros opioides) e prenderam centenas de vendedores da darknet ligados a vendas anônimas de drogas.

    • Veredito do esquema de drogas FireBunnyUSA: Nan Wu, do Queens, foi condenado à prisão em outubro de 2025 após dirigir o “FireBunnyUSA”, uma operação de tráfico de drogas na dark web que enviou mais de 10 mil pacotes de drogas para todos os 50 estados dos EUA e lavou milhões em criptomoeda.

    • Prisões na rede de drogas da dark web do Condado de Los Angeles: quatro homens foram indiciados em um tribunal federal em abril de 2025 por supostamente operar várias lojas de drogas na darknet, distribuir drogas ilegais e usar métodos de embalagem e envio desenvolvidos para escapar da detecção.

    Dicas para usar a dark web com segurança

    Se você decidir se aventurar na dark web, siga estas dicas para ajudar a manter sua segurança:

    • Use contas temporárias. Evite usar nomes de usuário ou endereços de e-mail parecidos com os das suas contas regulares fora da dark web.

    • Use senhas fortes. Garanta que as senhas sejam complexas e únicas, nunca as repita entre contas.

    • Não use conta de administrador no seu computador. Use uma conta local com permissões restritas para ajudar a evitar que malware e vírus se espalhem facilmente pelo seu sistema.

    • Use um software antivírus potente. O melhor software de segurança de Internet ajudará a detectar e bloquear ameaças de segurança em tempo real.

    • Use uma VPN. O roteamento cebola oculta sua atividade online, mas a rede inicial à qual você se conecta ainda pode ver seu endereço IP. Para evitar isso, use uma VPN para mascarar seu endereço IP.

    • Preste atenção nos downloads. Os downloads na dark web provavelmente não são seguros, portanto, tenha sempre muito cuidado.

    • Não compre nada. Não é aconselhável comprar nada na dark web devido à concentração de golpes. Mas se comprar, use criptomoeda para ter maior anonimato.

    • Configure o Tor. Personalize as configurações do Tor para ter máxima privacidade. Desative os plugins de JavaScript, mesmo que isso possa comprometer a funcionalidade de alguns sites da dark web.

    • Verifique se há violações de dados. Faça uma verificação manual de invasão ou use um software de monitoramento para verificar a dark web e receber notificações se seus dados vazarem.

    A história da dark web

    A dark web evoluiu de uma rede de nicho voltada para privacidade nos anos 1990 para um espaço global que abriga tanto comunicação anônima legítima quanto atividades ilícitas nos dias de hoje.

    Vamos explorar suas origens, usos ao longo dos anos, riscos e as tecnologias que formam a dark web que conhecemos hoje.

    • Meados dos anos 1990: cientistas do Laboratório de Pesquisa Naval dos EUA criaram o primeiro canal secreto de comunicações pela Internet, roteando e criptografando o tráfego por meio de vários servidores para tornar anônimas as conexões à Internet.

    • 2000: lançamento do Freenet (Hyphanet), desenvolvido por Ian Clarke, estudante da Universidade de Edimburgo, que permitia comunicações, trocas de arquivos e interações online anônimas.

    • 2002: A dark web se expandiu significativamente quando pesquisadores apoiados pelo Laboratório de Pesquisa Naval dos EUA criaram e lançaram a rede Tor, com seu código subjacente disponível sob uma licença gratuita.

    • Início dos anos 2000: Roger Dingledine, formado pelo MIT, e outros pesquisadores continuaram o desenvolvimento do Tor, fundando o Tor Project.

    • 2008: o Tor Browser foi lançado pelo Tor Project, tornando a dark web acessível ao público em geral. Os canais de comunicação anônimos permitiram que tanto o jornalismo alternativo quanto as atividades ilegais prosperassem.

    • 2011: foi lançada a Silk Road, que se tornou o primeiro marketplace da darknet amplamente conhecido para comercialização de drogas e produtos ilícitos, demonstrando o potencial da dark web para o comércio anônimo.

    • 2013: A Silk Road foi encerrada pelo FBI, e o fundador Ross Ulbricht foi preso, atraindo grande atenção pública para os crimes na dark web e as capacidades das autoridades policiais.

    • 2014–2015: ganharam destaque marketplaces alternativos, como AlphaBay e Hansa, impulsionando ainda mais a atividade nos marketplaces da darknet e as inovações nos pagamentos com criptomoeda.

    • 2017: o Tor criou novas especificações para endereços .onion v3 (URLs mais longos derivados de criptografia mais robusta), melhorando a autenticação e a segurança geral. O marketplace negro AlphaBay foi derrubado pelo FBI .

    • 2020: o uso da dark web cresceu rapidamente durante a pandemia de COVID-19, aumentando a demanda por ferramentas de cibersegurança, marketplaces anônimos e gerando preocupações das autoridades com o cibercrime.

    • 2021: a ONU relata que o cibercrime na darknet está em ascensão no Sudeste Asiático, com a censura e a vigilância governamentais levando mais usuários a redes anônimas.

    • 2025: a dark web tem mais de37 marketplaces ativos, que geraram mais de 2 bilhões de dólares em transações com Bitcoin em 2024. As ameaças ficaram mais sofisticadas com ferramentas de inteligência artificial e com a facilidade de realizar atividades anônimas em grande escala. As autoridades apreenderam grandes serviços de mistura de criptomoedas, como o Cryptomixer.io, usados para aumentar a privacidade em pagamentos com criptomoedas, mas frequentemente associados à lavagem de dinheiro.

    • Início de 2026: o Google descontinua sua ferramenta “Dark Web Report” para consumidores, que alertava usuários caso suas informações aparecessem em vazamentos na dark web.

    Quem inventou a dark web?

    A dark web não tem um único criador ou proprietário. Ela se desenvolveu de modo natural a partir do trabalho de pioneiros como David Goldschlag, Mike Reed, Paul Syverson, Ian Clarke e Roger Dingledine. Hoje, ela é desenvolvida, gerenciada e mantida coletivamente por seus usuários.

    Quando a dark web foi criada?

    As bases da dark web tomaram forma no início dos anos 2000, com base no Tor, que foi implantado e disponibilizado como código aberto em 2002. Seu desenvolvimento foi gradual, evoluindo de pesquisas sobre comunicação anônima para as redes ocultas descentralizadas que conhecemos hoje.

    Impeça que seus dados caiam na dark web

    Violações de dados são cada vez mais comuns, e credenciais expostas podem circular rapidamente em marketplaces da dark web. Quanto antes você souber, mais rápido pode agir.

    O Avast BreachGuard verifica continuamente seus dados pessoais e avisa se eles aparecerem em uma violação. Com etapas guiadas para proteger contas comprometidas e reduzir riscos futuros, ele ajuda você a se antecipar a possíveis usos indevidos. Assuma o controle dos seus dados antes que sejam alvo de exploração.

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    Ivan Belcic
    18-12-2020