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Avast Academy Segurança Dark Web Guia sobre o Silk Road na dark web

Guia sobre o Silk Road na dark web

O Silk Road, primeiro marketplace na dark web que ficou famoso pela venda de produtos ilícitos. Lançado em 2011 e desativado pelo FBI em 2013, a plataforma pavimentou o caminho para os diversos marketplaces underground em operação atualmente. Conheça as origens do Silk Road e como esse tipo de marketplace opera na dark web. E tenha uma ferramenta de cibersegurança com uma VPN integrada para criptografar as suas conexões e proteger todas as suas atividades online.

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O que é o Silk Road na dark web?

O Silk Road foi um marketplace online ilegal em que os usuários podiam comprar e vender produtos ilícitos com anonimato. Suas operações eram feitas via darknets, redes anônimas que só podem ser acessadas com softwares especializados, como o navegador Tor. O conteúdo das darknets constituem a dark web, e o Silk Road foi o primeiro marketplace moderno da dark web.

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Este artigo contém:

    O Silk Road operava por meio de um recurso oculto da darknet na rede anônima Tor. Com o acesso via aplicativo, a rede Tor permitia que usuários navegassem anonimamente pelo Silk Road sem o monitoramento de tráfego. Todas as transações eram conduzidas em criptomoedas, principalmente o bitcoin, garantindo ainda mais anonimato.

    A escolha do nome Silk Road (rota da seda) foi baseada nas rotas de comércio históricas que ligavam Ásia, Oriente Médio, Leste da África e Europa. E mesmo que a operação do Silk Road não tenha se prolongado por muitos anos, o marketplace estabeleceu as bases para que novas plataformas semelhantes surgissem em outras darknets. Hoje, o Silk Road é um importante caso para quem estudo o crescimento de outros marketplaces na dark web.

    Quem criou o Silk Road?

    O Silk Road foi fundado em 2011 por Ross Ulbricht, que utilizou o pseudônimo de “Dread Pirate Roberts”. Ele criou o Silk Road para possibilitar o comércio online anônimo com a proteção das identidades, transações e liberdades individuais de seus usuários. Isso ajudou a estimular o comércio de bens ilícitos. Ele administrou o marketplace até 2013.

    Naquele ano, o FBI fechou o Silk Road. Ulbricht foi preso e acusado de lavagem de dinheiro, invasão de computadores, associação com tráfico de drogas e tentativa de assassinato de pelo menos cinco pessoas que ameaçaram revelar a verdade por trás da plataforma.

    Antes da condenação, em uma carta ao juiz do caso, Ulbricht declarou que suas ações eram um compromisso com os seus ideais libertários. Segundo ele, o Silk Road oferecia a oportunidade para que as pessoas fizessem suas próprias escolhas. Mas não adiantou. O resultado do julgamento rendeu cinco condenações a ele, incluindo duas sentenças de prisão perpétua sem direito a liberdade condicional e uma multa de US$ 183 milhões.

    Como o Silk Road funcionava?

    O marketplace Silk Road operava na rede Tor, que mascara a identidade dos usuários, oferecendo anonimato a seus endereços IP e tecnologia de criptografia enquanto permite a busca de outros sites na dark web. Dentro da rede Tor, os clientes podem acessar o Silk Road e se conectar anonimamente aos fornecedores para comprar bens ilícitos com criptomoedas.

    O Silk Road podia ser acessado na dark web com o navegador Tor.

    O navegador Tor pode ser baixado no endereço torproject.org. Quando o Silk Road estava em operação, era possível buscar por ele no Tor e ser redirecionado à tela de login da plataforma, onde era preciso inserir as credenciais de acesso.

    Depois que a conexão era estabelecida, fornecedores e clientes costumavam usar o Silk Road para firmar transações com o pagamento em criptomoeda ou via escrow, uma espécie de serviço de custódia para a garantia de pagamentos e recebimentos dos bens comprados. Para não serem detectados, todos os itens comercializados eram enviados a endereços alternativos, como caixas postais.

    Quais produtos estavam disponíveis no Silk Road?

    A plataforma oferecia energéticos banidos, serviços de hackeamento, produtos digitais (como malwares e softwares piratas) e falsificações (como licenças e outros documentos). Serviços e produtos legalizados também eram vendidos ali, como obras de arte, livros e joias. Mas os negócios mais comuns e lucrativos realizados no Silk Road envolviam o comércio de drogas que, até 2013, representava 70% de todos os produtos negociados no marketplace.

    Assim como acontece nas principais plataformas de comércio eletrônico da internet, os usuários do Silk Road podiam classificar e deixar comentários sobre produtos e vendedores. Isso ajudava a promover fornecedores confiáveis e a evitar fraudes.

    No início de suas operações, o Silk Road proibiu a venda de qualquer coisa com viés “prejudicial ou fraudulento”, como: pornografia infantil, assassinatos e armas. Mas as ramificações do Silk Road eram menos proibitivas. Juntamente com drogas, outros marketplaces na dark web ofereciam armas cibernéticas, armas convencionais e dinheiro falso.

    O roubo de dados pessoais, que pode levar ao roubo de identidade, também se tornou uma grande commoditie. Não se surpreenda se, ao fazer uma busca na dark web, encontrar as suas informações à venda.

    Mas a dark web é mais do que apenas mercados negros obscuros. É possível usar ferramentas de busca confiáveis para a dark web e encontrar alguns dark sites úteis. Você também pode encontrar serviços de e-mails seguros, plataformas de jornalismo independente e até mesmo o Wiki dark web.

    Quando o Silk Road foi fechado?

    O Silk Road foi fechado em 2013. Por meio de uma ação liderada pelo senador Charles Schumer (EUA), a Drug Enforcement Administration (DEA; Administração de Fiscalização de Drogas) realizou uma investigação minuciosa que levou ao fechamento do Silk Road e à prisão de seu fundador.

    O FBI apreendeu as carteiras de criptomoedas de usuários do Silk Road e prendeu Ulbricht, coletando milhões de dólares em bitcoin. A apreensão de bitcoins e a prisão de Ulbricht tinham o objetivo de mandar uma mensagem clara a toda a comunidade do crime cibernético.

    Desde 2013, outros marketplaces foram fechados na dark web, e a proliferação desses serviços se deve em grande parte ao sucesso do Silk Road. A plataforma é a inspiração original para um mercado underground global extremamente lucrativo e que continua ativo até hoje.

    O Silk Road ainda funciona?

    O Silk Road não está mais ativo, mas a plataforma estabeleceu as bases para que outros marketplaces surgissem. Muitos deles utilizam a rede Tor para acesso anônimo e conduzem transações em bitcoins e serviços de custódia para a garantia de pagamentos e recebimentos dos bens comprados. Alguns também oferecem um sistema classificação de fornecedores, assim como o Silk Road original.

    Muito tempo depois do fechamento do Silk Road, boa parte de seus lucros ainda está perdida. Em 2020, verificadores de blockchain identificaram duas transações feitas a partir de um endereço de bitcoin associado ao Silk Road.

    Com um valor estimado em US$ 1 bilhão na época, descobriu-se que as transferências eram parte de um confisco realizado pelo governo dos EUA. De acordo com fontes oficiais, a carteira de bitcoin pertencia a um “indivíduo X” que havia roubado a quantia com o hackeamento da plataforma.

    Aqui vão mais informações sobre outros marketplaces na dark web que surgiram após o Silk Road:

    • Silk Road 2.0: Desenvolvido pelos mesmos administradores do Silk Road, essa plataforma foi um upgrade da versão original. Em 2014, as contas de custódia do site foram comprometidas, resultando em um roubo na ordem de US$ 2,7 milhões em bitcoins. Naquele mesmo ano, Blake Benthall (conhecido como “Defcon”, suposto proprietário e operador do Silk Road 2.0) foi preso.

    • Utopia: Lançado em 2014, o Utopia foi fechado depois de apenas oito dias no ar, quando agentes disfarçados compraram grandes quantidades de diversas drogas ilícitas. O Utopia era usado no comércio de drogas, armas, roubo de cartões de créditos e outros produtos ilícitos. Os agentes também apreenderam US$ 610,9 mil em bitcoins.

    • Black Goblin Market: Também lançado em 2014, o anonimato deste marketplace foi interrompido depois de uma supervisão de segurança: O Black Goblin enviava uma confirmação aos novos usuários via e-mail, o que levou à exposição do endereço IP real do servidor, que ficava na Alemanha, e outras informações. O site foi fechado pouco tempo depois.

    Marketplaces na dark web vendem diversos produtos lícitos e ilícitos.Marketplaces na dark web são conhecidos por vender diversos produtos ilícitos.

    Se você deseja acessar marketplaces na dark web ou simplesmente navegar anonimamente pela internet, o uso de uma VPN em conjunto com um ótimo navegador focado em privacidade, como o Tor - que ainda está disponível para acessar a dark web -, podem ajudar a proteger a sua privacidade e cuidar da sua segurança. Leia o nosso guia e descubra se é melhor usar uma VPN, um proxy ou o Tor.

    Esforços de governos contra marketplaces na dark web

    Hoje, na era pós-Silk Road, muitos mercados negros continuam na ativa. Como uma indústria bilionária que negocia produtos ilícitos, os marketplaces da dark web representam uma preocupação crescente para governos. Agências dos EUA, como o FBI, trabalham constantemente com agências de segurança internacionais para interromper o crescimento desse tipo de atividade no mundo.

    Veja alguns casos de sucesso no combate aos marketplaces na dark web.

    • Operação Onymous (2014): Com 17 países envolvidos, essa operação envolveu diversos marketplaces. Na ocasião, 27 sites foram fechados, incluindo o Silk Road 2.0, o Cloud9 e o Hydra, resultando na apreensão de US$ 1 milhão em bitcoins, 180 mil euros em dinheiro vivo, além de ouro, prata e drogas.

    • Operação Bayonet (2017): Esta operação multinacional teve como alvo os marketplaces AlphaBay e o Hansa. O fechamento dos dois aumentou a popularidade de outras plataformas semelhantes, como o TradeRoute e o Dream Market.

    • Operação SaboTor (2019): Diversas agências de segurança realizaram esta operação, que resultou na prisão de 61 pessoas e na fechamento de 50 contas na dark web. Com a realização de 65 mandados de busca e apreensão, a justiça recolheu 299 quilos em drogas, 51 armas de fogo e US$ 7 milhões em bitcoins, dinheiro vivo e ouro.

    • Dream Market (2019): O Dream Market foi o marketplace mais famoso de todos os tempos, sendo especializado no comércio de narcóticos e dados roubados. As autoridades realizaram uma operação surpresa, levando à prisão de traficantes de drogas acusados de comercializar metanfetamina e heroína.

    • Dark Market (2021): O maior marketplace da dark web foi fechado depois de uma operação internacional liderada por autoridades alemãs. A plataforma vendia principalmente drogas, dinheiro falso, informações de cartões de crédito roubados, cartões SIM anônimos e malwares. A operação confiscou mais de 140 milhões de euros em criptomoedas.

    Mesmo que você não seja usuário de marketplaces na darknet, uma navegação anônima de verdade protege você de curiosos, como governos e provedores de internet. Nosso guia de navegação privada é um bom ponto de partida. A partir dele, utilize um software de criptografia e as melhores extensões de privacidade e segurança para Google Chrome para reforçar a sua proteção.

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    Qual o maior marketplace presente na darknet?

    O Silk Road foi o maior marketplace na dark web. Hoje, há mais variedades disponíveis, com plataformas mais especializadas em produtos específicos ou com um sistema de pagamento único. Alguns imitam o Silk Road, enquanto outros tentam inovar.

    Desde que exista oferta e demanda por produtos ilícitos, marketplaces na darknet continuarão a existir. Aqui estão as maiores plataformas do momento na dark web:

    • AlphaBay: Desativado em 2017 durante a Operação Bayonet, o AlphaBay foi relançado em 2021. Este marketplace oferece um sistema de leilão similar ao eBay. Todas as transações são feitas através de um sistema de garantia seguro. Diferentemente da maior parte de marketplaces na dark web, o AlphaBay aceita, além do bitcoin, outras formas de pagamento em criptomoedas.

    • VersusMarket: Sendo um dos maiores marketplaces diversificados na dark web, o VersusMarket oferece drogas juntamente com uma ampla seleção de itens falsificados, como joias, ouro e itens adquiridos compras feitas com cartões ilícitos. O VersusMarket é considerado um projeto de comunidade, incluindo compradores no desenvolvimento da plataforma.

    • Vice City Market: Este marketplace prioriza os comentários de clientes e vendedores para desenvolver para “melhorar a experiência dos usuários”. O Vice City Market se orgulha de seu suposto excelente suporte ao cliente e segurança operacional. A plataforma também é compatível com compras walletless (sem carteira), assim, os clientes não precisam depositar valores adicionais em suas carteiras de criptomoedas.

    • ASAP Market: Conhecido anteriormente como ASEAN Market, este marketplace foca principalmente no comércio de drogas. Não é preciso ter uma conta para navegar por suas páginas, somente na realização de compras. Um dos diferenciais do ASAP Market é o seu sistema de identificação de golpistas e comentários falsos.

    Por que marketplaces na darkweb são tão voláteis?

    Apesar da demanda por legitimidade, o mundo dos marketplaces na dark web está repleto de gente suspeita, golpes e instabilidade. Essas plataformas também representam um terreno fértil para ataques cibernéticos, sem contar que a ação de agências de segurança significa que elas podem ser fechadas a qualquer momento.

    Tudo isso contribui para a volatilidade e criminalidade de mercados negros cibernéticos. Desde a alta dos marketplaces na dark web, golpes e ações policiais sempre foram um problema para todos os envolvidos, resultando em grandes prejuízos no decorrer dos anos.

    Aqui estão os maiores golpes e ações policias em marketplaces da história dark web:

    • The Evolution Marketplace: No auge, esta plataforma era famosa por sua confiabilidade e segurança. Assim, seus usuários ficaram surpresos quando o site foi fechado inesperadamente em 2015. Mais tarde, descobriu-se que o fechamento foi um “golpe de saída”, em que os operadores da plataforma roubaram aproximadamente US$ 12 milhões em bitcoins mantidas como garantia de pagamento a fornecedores.

    • The RealDeal: Este marketplace era especializado na venda de códigos maliciosos e ataques de dia zero. Ele foi uma das muitas vítimas de um ataque de negação de serviço distribuído (DDoS, da sigla em inglês). Os proprietários da plataforma descobriram que o agressor estava colaborando com o proprietário de um concorrente, o Mr. Nice Guy, que também tinha planos de enganar seus usuários.

    • Nucleus: Este marketplace relativamente grande foi fechado em 2016 depois de uma disputa entre moderadores e um vendedor. Alega-se que o vendedor hackeou o Nucleus depois de ser banido da plataforma. O marketplace fechou, mesmo tento aproximadamente 5 mil bitcoins (cerca de US$ 100 milhões em valores atuais) que eram mantidos como garantia de pagamento a fornecedores.

    • Trade Route: A principal ação dessa lista, conhecida como operação Onymous, desviou clientes de outros mercados e levou ao surgimento do Trade Route. Mas depois de ser hackeado e extorquido em 2017, o marketplace fechou as portas.

    Devido à volatilidade geral de marketplaces na dark web, seus usuários passaram a exigir uma descentralização mais abrangente de transações para proteger tanto os compradores quanto os vendedores. Se criptomoedas são mantidas na conta-cliente de uma plataforma, então sempre haverá o risco de prejuízo caso o site seja desativado.

    Especialistas da área sugeriram um método de pagamento cripto “multi-sig”, exigindo múltiplas chaves para a autorização de um pagamento, e o OpenBazaar, um marketplace totalmente descentralizado para transações de e-commerce.

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    Grande parte do fascínio do Silk Road e de outros marketplaces na dark web é o anonimato. Mas mesmo que suas atividades online estejam privadas, um sistema de segurança é essencial para evitar as ameaças à solta pela internet. O Avast Free Antivirus é um software de detecção de ameaças e antimalware que protege você em qualquer lugar. Baixe o Avast hoje mesmo para blindar a sua segurança.

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    Deepan Ghimiray
    19-08-2022